Acid Acid
Berlau

8 Agosto 2015 · 23h00 · DAMAS

 

Criado em finais de 2014, Acid Acid é Tiago Castro, homem há muito ligado à música, do outro lado da galáxia, do lado de quem a comunica. Ao comando de sintetizadores, guitarras e pedais, revela-nos a sua faceta mais experimental e ambiental, sem perder o fascínio pelo psicadelismo ou apontamentos do rock progressivo. A sua música é construída paulatinamente, com cada camada a revelar um novo trilho num universo muito particular. A guitarra une-se aos sons espaciais dos órgãos, num rendilhar de sensações e emoções. A matéria e o vazio nas diferentes composições, e de súbito a tempestade. Tiago Castro fá-lo com explosões sónicas, dissonantes, sem receio de quebrar as paredes da nave espacial que habita e habitamos.

Das inevitáveis comparações às experiências pioneiras dos anos 70, do krautrock, ouvem-se também as inspirações de Tangerine Dream, Cluster ou Harmonia, referências aos momentos mais ambientais de Brian Eno ou Pink Floyd, tudo isto filtrado por um mantra psicadélico de identidade muito vincada. Acid Acid é viagem que se sente, ondas sonoras e impulsos eléctricos de destino incerto e de apropriação por cada ser com curiosidade incessante. E nada mais fica igual.

Berlau é um projecto musical de Fernando Ramalho. O primeiro conjunto de faixas foi colocado online em Setembro de 2014 e traduzia um exercício de cruzamento de diversas influências musicais e sonoras, do imaginário das bandas sonoras do cinema alternativo italiano das décadas de 60 e 70 à música surf/instrumental do final dos anos 50 e a um campo de referências mais experimentais.

O segundo álbum, Berlau II, actualmente em preparação, será um aprofundamento desse trabalho, operando desta vez a partir da manipulação de field recordings. As novas composições são construídas justamente a partir de um conjunto de paisagens sonoras urbanas recolhidas pelo autor no último ano. Conceptualmente, o objectivo é imaginar uma intervenção sobre o espaço urbano, representado pelas paisagens sonoras recolhidas, que resulte numa percepção transformada desse mesmo espaço. Joga‐se com as noções de ruptura e transformação, assumindo o gesto artístico como ressignificante da realidade existente.

Depois dos concertos, festa má onda Farrajota vs. Felizardo pós-lançamento da BD O Subtraído da Vista, de Filipe Felizardo, editada pela Chili com Carne.

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Entrada Livre

Morada DAMAS : Rua da Voz do Operário, 60, Lisboa (Graça)
Transportes a_734 \ e_28

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