Bruxas/Cobras
Alacrau

28 Abril 2018 · 22h30 · Sabotage Club

Autoria: Vera Marmelo

Dualidade. A possibilidade do desdobramento singular, como a representação de um eu que se deseja dilatar. A imagem que se reflecte e que simultaneamente nos confronta, como o espelho, no que pretendemos ver e sobretudo no que desejamos esconder. A dualidade como exercício permanente de descoberta através da criação de ramificações, de múltiplos que se materializam num corpo unitário, criando uma identidade que se vai transmutando em cada exercício.
Bruxas/Cobras trabalha sobre esta matriz. Um baixo ora em potência ora em cuidadas pausas do Pedro Lourenço e a bateria do Ricardo Martins acompanhando o ritmo frenético quando é necessário ora criando novos padrões e estruturas que absorvem a dualidade instrumental inerente. Ambos capazes de transformar o que poderíamos denominar como estado de materialidade incandescente. O seu mais recente trabalho, Azul, editado na Sexta feira, 13 de Abril de 2018, não só expande o que tinham iniciado com o seu primeiro EP, como aprofundam matérias que lhe são caras – a plasticidade sonora, a duração e tacteabilidade das combinações, construindo não uma declaração, antes um método de pesquisa, aproximando-os cada vez mais dos primeiros trabalhos de antropologia cultural e musical.

Alacrau é a besta que envenenou O Morto.
Projecto de Mestre André num regresso à origem plástica do ruído elétrico, circuito fechado, retro-alimentação, no-input, através do material utilizado performaticamente em Älforjs e Jibóia ou anteriormente como matéria prima em composições, como Memento Mori (d’O Morto), em formato mono.
Alacrau é um psicopompo, causa e consequência d’O Morto: o epitáfio da cultura, o epitáfio do Homem… Eis a besta! Do cadáver, o veneno, a hipnose.
Alacrau desafia a vida no fogo e dança a dança macabra dentro do círculo de chamas.

Bilhetes 6 EUR à venda à porta na noite do concerto
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Morada Sabotage Club : Cais do Sodré, Rua de São Paulo, 16, Lisboa
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Cartaz Pedro Lourenço

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