Container
House Red
VOSP
World War

7 de Junho de 2017 · 22h00 · Lounge

Container
Projecto do norte-americano Ren Schofield. De sons selvagens, em bom estilo punk com ritmos crus e implacáveis, origina uma das experiências psicadélicas mais hipnóticas e imparáveis da actualidade. A combinação de padrões lo-fi de ritmos saturados, loops em espiral e cativantes arranjos dá como resultado uma música verdadeiramente poderosa, que se enquadra tão bem nas pistas de dança como a de Unsound, Donau ou Berghain ou nas caves mais underground da Europa.
Container nasceu em 2009 quando Schofield descobriu o techno minimal dos noventa e o combinou com o seu passado ligado ao noise e a colagens sonoras em cassete com a sua nova paixão pelo beats repetitivos. O resultado é um som ritmado, cru e destruidor.

“Os seus ritmos marcadamente assimétricos, o seu temperamento lo-fi e o seu entusiamos marcam uma cena electrónica que volta a precisar de música techno dura, pesada e básica” Resident Advisor 

“LP marca a diferença em relação a muito álbuns techno pela sua insólita duração: tão somente 25 minutos A música não é convite a uma viagem conceptual ou a perder-se entre os seus caminhos, repele e castiga os ouvidos, para depois desaparecer sem que se tenha tempo para se criar uma identificação. Um autêntica guerra de temas dançáveis” The Quietus


House Red
Uma leitura extremamente superficial e tendo por base somente os seus trabalhos enquanto House Red, dificilmente se associaria Reba Mitchell, mentora do projecto, a bandas hardcore punk de Rhode Island de cariz marcadamente feminista. Mas leituras superficiais conduzem sempre a ângulos mortos. Num exercício em que as questões estéticas e identitárias são fundamentos de pesquisa, como estas alguma vez estivessem estado dissociadas, transformam-se em marcas significativas do seu trabalho – Bach to the Future II: Bach Air (2014), Reserve (2014), With Rings (2013), Alleluia (2013). Não por acaso, Divine, Klaus Nomi, Nina Hagen, Diamanda Galas aparecem frequentemente mencionadas como inspiração.
Segundo a própria, “Todos eles são brilhantes músicos, pessoas gentis com visuais belos e extremos, porque eles estavam demasiado ocupados em ser eles mesmos para auto imporem um filtro. É isso que eu admiro.”


VOSP

Secretismo e síntese muitas vezes são considerados sinónimos. Numa pesquisa mais ou menos exaustiva são poucas as referências sobre mais este projecto de Providence (EUA), mas a que se encontra na sua página de Facebook é bem elucidativa daquilo que são os fundamentos de VOSP – O som do negativo, composto essencialmente por arranjos em sintetizadores modelares, loops em cassetes e vozes processadas.

World War
Não soubéssemos que também Davey Harms, mentor de World War é proveniente de Providence (EUA) e pensaríamos que estaríamos perante mais um heterónimo pessoano tal a capacidade em se desdobrar entre tão diferentes projectos, desde Mincemeat, Tenspeed e, obviamente, World War.
Sem qualquer pretensão a fazer um exercício de arqueologia musical podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a música de Davey tem por base o valor supremo da liberdade. Não por acaso, recorre frequentemente a David Fair e ao How to play Guitar para se auto definir – “Eu penso em mim mesmo como um guitarrista. É incrivelmente simples, quando pensas nos seus fundamentos. Das cordas mais finas extraem-se os sons altos, das cordas mais grossas os sons mais leves. Se se pretende tocar rápido, move-se a mão rapidamente e se se pretende tocar mais lentamente move-se a mão lentamente. É tudo o que há a saber. Pode-se aprender o nome das notas e como fazer acordes que outras pessoas utilizam, mas é bastante limitativo. Mesmo quando se aprende ao longo dos anos e se sabe todos os acordes tem-se um número muito limitado de opções. Se se ignorar os acordes as opções são infinitas e pode-se aprender a tocar guitarra num dia.”

Entrada Livre
Evento Facebook
Cartaz João Paulo Daniel

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