CRUA em Residência na SMUP – Parte 6

Eduardo Chagas + Mestre André

25 Fevereiro 2017 ⋅ 18h30 ⋅ SMUP

Xavier Almeida

CRUA é uma colaboração perpétua, na medida em que há um propósito intrínseco de experimentação baseado na improvisação contínua. O objectivo é o da própria criação, nunca a procura de um estilo. Na sua génese está o controlo total sobre a sua energia. CRUA é um trio – André Hencleeday (percussões), Carlos Carvão (guitarras) e Daniel Neves (electrónicas), mas está na sua essência a colaboração com outros músicos, alargando assim os seus horizontes. É então, que este ano, surge a ideia de testar este conceito. A abertura a outras colaborações é, também, uma forma de expandir a sonoridade que lhes é característica, bem como teste a novos limites. O resultado de cada concerto dará origem a um álbum/cassete, sendo que no final do ano espera-se lançar as 6 cassetes como um só álbum de colaborações!

Eduardo Chagas | trombonista e sonorizador participante da comunidade de improvisação livre portuguesa. Com décadas de trabalho, organização e intervenção crítica nas áreas do jazz e da música improvisada, tem colaborado com uma plêiade de músicos nacionais e estrangeiros.

Mestre André | Mestrado em Artes Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e com uma visita de investigação ao seio da World Soundscape Project (SFU Burnaby, Canadá), tem um interesse especial por estéticas de rotura… Agora, apicultor e envolvido no pensamento ecológico da prática artística e das relações estéticas dentro de contextos naturais humanos e não-humanos. Tem desenvolvido trabalho como Artista Sonoro, Field Recordist, Performer, Artista de Instalação, Livre Improvisador, Compositor Electroacústico e Sonoplasta. Mestre André é também O Morto, Alacrau, Notwan, saxtronics em Älforjs, membro do ensemble Tratado de Cardew e da Variable Geometry Orchestra!
Actualmente o seu trabalho desenvolve-se em torno da escuta profunda como uma abordagem ecológica ao som e à música. Como compositor, explora a ‘aflição da incomunicabilidade’ existente na tentativa de troca/compreensão/comunicação entre ser humano e o mundo/percepção humanizada e o que a excede, desenvolvendo métodos para, de alguma forma, recrear ou relacionar-se com o ambiente natural por meio de mapeamento e criação sonora. Neste contexto tem trabalhado para sistemas octofónicos, desenvolvendo peças nos campos da soundscape composition e eco-acústica, e escrito “Towards a Rewilding of the Ear” que terá publicação em Abril 2017 na Organised Sound journal.

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