Ich Bin N!ntendo

21 Julho 2016 · 22h00 · Lusitano Clube

Greg Pope

Eles bem o anunciam na sua página do Facebook: o novo álbum dos noruegueses Ich Bin N!ntendo é diferente do que fizeram até recentemente. Como assim? Bom, em vez do noise desbragado que ouvimos de Christian Skår Winther, Magnus Skavhaug Nergaard e Joakim Heibø Johansen desde o lançamento do seu primeiro disco em 2012, que tinha a particularidade de a eles juntar o saxofonista “free the jazz” Mats Gustafsson, o que agora domina é o post punk, aqui e ali convertendo-se em No Wave. Ainda que, em certas passagens, tudo se desmanche por compulsão experimental. No lugar do habitual jamming explosivo temos canções, embora o processo continue o mesmo: a improvisação. Não surpreende, de resto, que tenham tocado num evento a que se chamou Death Jazz. Se tal coisa realmente existe, é isto. O que continua também sem alterações é a energia. E agora até parece que com outra desenvoltura: passados quatro anos, o grupo respira de alívio pelo facto de não ter sido processado judicialmente pelo construtor de videojogos Nintendo. A pilhagem do nome deste ficou impune, e ainda bem, porque define o contexto cultural em que o projecto nasceu e a que pertence. Mesmo quando se desacelera na batida, todos os temas deste disco são desmesurados e alucinantes. Só apetece saltar e gritar, não de raiva, mas devido às boas vibrações que se vão soltando. Já não se trata de um power trio, este que pega no clássico triângulo entre guitarra, baixo e bateria. Isso é coisa de meninos. O que vem aqui é outra coisa, gigantesca.

Cartaz Travassos
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