A notícia que não queríamos. Por motivos de força maior a Julia Kent terá de regressar mais cedo a Nova Iorque, pelo que o concerto não se realizará.

A Nariz Entupido, embora sem responsabilidade no sucedido, pede imensas desculpas pelo inconveniente causado, tanto aos que tinham feito a reserva de bilhetes, a quem comprou, à Joana Guerra, à Carpe Diem Arte e Pesquisa, à Flur Discos e a todos os meios de divulgação que nos apoiaram na promoção.

Aqui ficam as palavras da Julia Kent:

“I am so sorry but I cannot do the concerts in Lisbon and Leiria scheduled for 3 and 4 May…I have an emergency situation that requires that I return to New York on exactly those dates…please believe that it is not something I can do anything about.
I am truly disappointed, as I was really looking forward to playing for you. I hope you will understand and forgive me and I hope to have the chance to play for you another time.
Sincere apologies.”


Julia Kent + Joana Guerra

3 de Maio de 2016 \ 21h30 \ Carpe Diem

De Julia Kent já se conhecem as diferentes colaborações – de Swans a Anthony and the Johnsons, de Devendra Banhart a Black Tape for a Blue Girl e Norah Jones, mas convém reforçar a sua implicação e a urgência com que aborda alguns dos problemas da sociedade actual, como tão bem expressa no seu mais recente trabalho – Asperities (Leaf Label – 2015). Álbum este, que da Mojo à Drowned in Sound tem merecido os mais rasgado elogios – “Evocativamente negro” e “A delicadeza e graciosidade das suas composições faz de Asperities o mais completo trabalho de Julia até ao momento”, respetivamente.

A autora canadiana, a viver atualmente em Nova Iorque, é também conhecida pelas suas prolíficas incursões no mundo do cinema, teatro e dança contemporânea. This Must Be the Place de Paolo Sorrentino, The Boxing Girls of Kabul, e A Short History of Decay são apenas alguns dos filmes que contam com temas de Julia.

Joana Guerra servindo-se do violoncelo, voz e de loopstation, é uma cantautora cuja música transita entre a canção, a experimentação acústica e a improvisação com um lado ruidoso gentil. O canto afirma-se como extensão, mas também como conflito à cadência do violoncelo. Surgem assim ambientes insólitos, dignos de uma folk impressionista! Em 2013, edita o seu primeiro disco a solo, Gralha. Para 2016, prepara o lançamento de novo disco a solo.

Joana Guerra integra o trio de livre improvisação Bande à Part que edita o seu disco de estreia pela Creative Sources, tendo sido aclamado pela crítica nacional e internacional, e faz parte do duo com o violinista Gil Dionísio. Colabora em diversos contextos artísticos (na dança/movimento com a coreógrafa Madalena Victorino, no cinema com João Botelho e outros documentaristas, nas artes visuais) através da criação e interpretação musicais.

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