Nariz Entupido e Alienação apresentam:

Garcia da Selva
PURGA
Massa Merdoza

14 Setembro 2017 · 23h00 · Sabotage

 

Garcia da Selva
É uma das agências de Manuel Mesquita, artista multifacetado e dotado de uma inesgotável força anímica. Com da Selva, Mesquita articula os elementos contraditórios da nossa situação (tão singular como paradoxal) de pré-urbanidade pós-colonial com os símbolos de uma pop cosmopolita, universal e recursiva. Entre o dândi e o estroina, Garcia destaca-se pela imagem dúplice que deve a influências tão distantes como o hipster, cosmopolita elegante, e o coronel sertanejo, troglodita grosseiro. Ecléctico, pois claro, Garcia da Selva oferece-nos uma música nefelibata cheia de matizes telúricos: os pés podem não estar assentes na terra mas as mãos não se furtam à lama.
Dentro do corpus nervoso deste trabalho podemos entender uma diversidade de linhas de pesquisa; o cuidado enérgico que dedica às problemáticas dançantes (ouvir Behold my Keyboard EP), a atenção à situação social e política (Ambient Trouble EP) e, sempre presente, através de mecanismos mais ou menos óbvios de auto-referência, o debate sobre as questões prioritárias que giram em torno da ideia de identidade (Lobotronika #1). Os espectáculos de da Selva são amiúde acompanhados por experiências videográficas minimalistas que, oscilando entre a ilustração e o comentário, articulam símbolos visuais com os elementos das suas composições musicais, criando com eficácia um campo expandido onde sinal, som e signo se ligam para excitar o nosso nervo vibrante. Performer sage, Garcia da Selva premeia-nos com sessões musicais ricas em referências transversais, destruindo qualquer fronteira que ainda legitime divisões entre baixa ou alta cultura. A música é tudo e resolve-se toda no espaço do nosso colectivo. 

PURGA
Duo de música experimental de Afonso Ferreira (FARWARMTH) e João Rochinha (UNITEDSTATESOF) que armados de guitarra, percussão, didgeridoo e a infinidade do mundo da eletrónica procuram transpor em som a experiência daquilo que é ser humano no século XXI. Através de sound design intensivo, criam paisagens e planos de som que embalam o ouvinte numa viagem que nem os músicos sabem por onde passará, sendo que toda a sua música parte da improvisação.

Massa Merdoza
Projecto iniciado em Dezembro de 2013 por André Hencleeday e Tomás Raposo sem limites acústicos e sonoros demarcados. O diálogo quer-se aberto, sem texto. O som quer-se imersivo e a performance possante. O noise é-lhes próprio como primeira presença musical da qual partem para um assalto sonoro sem categorias ou discriminação.

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Morada Sabotage : Rua de São Paulo 16, Lisboa
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